Olá amigos e leitores;
Sei que não escrevi durante 2 dias, pois estava com minha sobrinha.
Hoje não irei escrever pois tive uma crise ontem a noite, e hoje acordei com muita dor de cabeça.
Pode ser que mais tarde eu escreva. Quero escrever, mas a inspiração não vem. Então para não escrever besteiras eu prefiro respeitar esse momento meu.
Apenas para o esclarecimento, sim eu sou assim, um dia estou bem e outro dia posso não estar, a crise aparece do nada. A Síndrome do Pânico ela fica estacionada, e quando ela acha que precisa aparecer, ela se manifesta. E como eu reajo? Fico quieta, as vezes choro, as vezes me culpo, as vezes digo coisas que não deveria dizer, tomo meu remédio de tarja preta, receitado pelo meu psiquiatra, me desabafo com uma pessoa de muita confiança e chego a dormir.
Obrigada por me entender.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
O que eu sentia.
Os sintomas que eu sentia e ainda sinto porém, fui aprendendo a controlar eram, dor de cabeça, enjoos, mãos frias, quentura nas costas, boca seca, coração batendo mais rápido, respiração ofegante, pés e pernas tremendo sem parar e muito sono. Porém existia um medo e ainda existe um que não é físico, é um medo de estar e ficar sozinha, mas porque desse medo? Hoje eu talvez consiga associar um pouco, durante a minha viagem para a Disney, presenciei algumas meninas desmaiando por conta do calor, essas cenas ficaram muito forte na minha mente e eu acabei associando "esse desmaio" com o ficar sozinha em casa ou em qualquer outro lugar. Minha mente pensa da seguinte forma: - E se eu desmaiar aqui sozinha em casa? Quem vai me socorrer? E se eu começar a sentir todos esses sintomas, quem vai me ajudar a passar? A falta de ar por conta do pânico é horrível, e se me faltar ar?
Esses medos foram tomando conta de mim de uma forma que eu não conseguia controlar, na época que eu tive isso não se falava muito em PSIQUIATRIA, imagina ir no psiquiatra era para louco, e eu não estava louca!!! Mas minha mãe não conseguia achar uma saída a não ser me levar em um. Me lembro perfeitamente da minha primeira consulta. Não conseguia me expressar direito, então minha mãe tomou liberdade e contou tudo ao psiquiatra, na época eu não me lembro o nome do remédio que ele me dava, mas me lembro que eram alguns comprimidos rosinhas e que eu retirava no próprio consultório, não precisa comprar em farmácia.
Bem, eu comecei a tomar e comecei a perceber algumas diferenças, as vezes me sentia bem e as vezes não. Quando eu me sentia bem eu fica na frente da TV comendo muito, mas era tipo muito mesmo. E quando eu não me sentia bem eu também comia. Sempre fui mais gordinha, minha estrutura sempre foi de uma menina mais cheinha, mas da forma como eu estava comendo não era. Conseguia me soltar um pouco mais, mas mesmo assim os sintomas apareciam. Comecei a associar o medo do desmaio com a questão do comer, bem se eu não comer eu vou desmaiar, então para que isso não me ocorra, eu comia de 30 em 30 minutos, eu precisa me sentir "cheia" para me sentir bem.
Me lembro de várias vezes em que saímos para jantar e antes de sair eu comia uma banana ou tomava um copão de iogurte, pois se passasse de 30 minutos eu já ia sentir os sintomas ou iria desmaiar. Não, eu nunca desmaiei na minha vida, não sei quais são os sintomas e as sensações, mas eu sabia que aquilo eu não queria sentir.
Essa obsessão por comida foi tão grande, que eu cheguei a acordar de madrugada e atacar a geladeira. Comer mesmo, comida. Essa questão ficou tão forte, que minha mãe começou a perceber e a me dar bronca por estar fazendo isso, e ela começou a me proibir de ir na cozinha de madrugada, tinha vezes que ela acordava e brigava comigo, então para poder "engana-la" eu comecei a levar comida para o meu quarto e escondia embaixo do meu travesseiro. Até que um dia, ela me pegou comendo uma pera e me fez levantar e entregar pra ela, ficamos a noite inteira acordada, uma olhando pra outra, sem dizer nada. Senti naquela hora, que ela queria me dizer que eu não precisava daquilo durante a noite, e que eu não iria desmaiar se eu não comesse aquela pera.
Durante minhas visitas a esse psiquiatra, minha mãe chegou a questiona-lo sobre a ganha de peso, e ele dizia que não era por conta do remédio, que eu teria que fazer exercícios e não pensar em comida. Como que eu podia fazer isso se meu corpo pedia comida? Se minha mente pedia comida?
Junto com as visitas ao psiquiatra, comecei a ir em uma psicóloga, ela seguia a linha psicologia junguiana, para quem não conhece essa linha, Jung via o inconsciente não apenas como um repositório das memórias e das pulsões reprimidas, mas também como um sistema passado de geração em geração, vivo em constante atividade, contendo todo o esquecido e também neoformações criativas organizadas segundo funções coletivas e herdadas.
As minhas terapias eram 1 vezes por semana, e quando chegava lá, eu contava tudo o que se passava comigo, falava dos meus sintomas, dos meus medos, das aflições, do meu dia a dia, do meu futuro, de tudo eu falava. A forma de como as respostas viam sobre a teria eram no decorrer do meu dia a dia. Tinham sessões que eu queria brincar de boneca, de casinha, de fazer comidinhas, e esses momentos eram só meus, ali eu colocava todas as minhas vontades para fora, gostava de desenhar, de pintar, de escrever, de imaginar, de fantasiar. Eu realmente me libertava, me sentia bem, e quando chegava em casa, queria dar continuidade aquilo, e foi ai que aos poucos eu fui me libertando.
Um dia minha mãe ia na padaria e eu ficava sozinha, outro dia no supermercado, outro dia ia colocar gasolina e assim foi indo, mas e os sintomas? Sim eu sentia o sintomas, mas foi ai que eu aprendi a controlar, quando sentia a respiração ofegante, eu tentava ouvir minha respiração e controlar, respirava fundo e soltava devagar, a quentura nas costas eu tentava foca-la em outras coisas, como ouvir uma música e prestar atenção na letra, ou ver um filme e prestar atenção na história. Eu apenas precisava tirar o foco dos meus sentimentos e me focar em outras coisas.
Esses medos foram tomando conta de mim de uma forma que eu não conseguia controlar, na época que eu tive isso não se falava muito em PSIQUIATRIA, imagina ir no psiquiatra era para louco, e eu não estava louca!!! Mas minha mãe não conseguia achar uma saída a não ser me levar em um. Me lembro perfeitamente da minha primeira consulta. Não conseguia me expressar direito, então minha mãe tomou liberdade e contou tudo ao psiquiatra, na época eu não me lembro o nome do remédio que ele me dava, mas me lembro que eram alguns comprimidos rosinhas e que eu retirava no próprio consultório, não precisa comprar em farmácia.
Bem, eu comecei a tomar e comecei a perceber algumas diferenças, as vezes me sentia bem e as vezes não. Quando eu me sentia bem eu fica na frente da TV comendo muito, mas era tipo muito mesmo. E quando eu não me sentia bem eu também comia. Sempre fui mais gordinha, minha estrutura sempre foi de uma menina mais cheinha, mas da forma como eu estava comendo não era. Conseguia me soltar um pouco mais, mas mesmo assim os sintomas apareciam. Comecei a associar o medo do desmaio com a questão do comer, bem se eu não comer eu vou desmaiar, então para que isso não me ocorra, eu comia de 30 em 30 minutos, eu precisa me sentir "cheia" para me sentir bem.
Me lembro de várias vezes em que saímos para jantar e antes de sair eu comia uma banana ou tomava um copão de iogurte, pois se passasse de 30 minutos eu já ia sentir os sintomas ou iria desmaiar. Não, eu nunca desmaiei na minha vida, não sei quais são os sintomas e as sensações, mas eu sabia que aquilo eu não queria sentir.
Essa obsessão por comida foi tão grande, que eu cheguei a acordar de madrugada e atacar a geladeira. Comer mesmo, comida. Essa questão ficou tão forte, que minha mãe começou a perceber e a me dar bronca por estar fazendo isso, e ela começou a me proibir de ir na cozinha de madrugada, tinha vezes que ela acordava e brigava comigo, então para poder "engana-la" eu comecei a levar comida para o meu quarto e escondia embaixo do meu travesseiro. Até que um dia, ela me pegou comendo uma pera e me fez levantar e entregar pra ela, ficamos a noite inteira acordada, uma olhando pra outra, sem dizer nada. Senti naquela hora, que ela queria me dizer que eu não precisava daquilo durante a noite, e que eu não iria desmaiar se eu não comesse aquela pera.
Durante minhas visitas a esse psiquiatra, minha mãe chegou a questiona-lo sobre a ganha de peso, e ele dizia que não era por conta do remédio, que eu teria que fazer exercícios e não pensar em comida. Como que eu podia fazer isso se meu corpo pedia comida? Se minha mente pedia comida?
Junto com as visitas ao psiquiatra, comecei a ir em uma psicóloga, ela seguia a linha psicologia junguiana, para quem não conhece essa linha, Jung via o inconsciente não apenas como um repositório das memórias e das pulsões reprimidas, mas também como um sistema passado de geração em geração, vivo em constante atividade, contendo todo o esquecido e também neoformações criativas organizadas segundo funções coletivas e herdadas.
As minhas terapias eram 1 vezes por semana, e quando chegava lá, eu contava tudo o que se passava comigo, falava dos meus sintomas, dos meus medos, das aflições, do meu dia a dia, do meu futuro, de tudo eu falava. A forma de como as respostas viam sobre a teria eram no decorrer do meu dia a dia. Tinham sessões que eu queria brincar de boneca, de casinha, de fazer comidinhas, e esses momentos eram só meus, ali eu colocava todas as minhas vontades para fora, gostava de desenhar, de pintar, de escrever, de imaginar, de fantasiar. Eu realmente me libertava, me sentia bem, e quando chegava em casa, queria dar continuidade aquilo, e foi ai que aos poucos eu fui me libertando.
Um dia minha mãe ia na padaria e eu ficava sozinha, outro dia no supermercado, outro dia ia colocar gasolina e assim foi indo, mas e os sintomas? Sim eu sentia o sintomas, mas foi ai que eu aprendi a controlar, quando sentia a respiração ofegante, eu tentava ouvir minha respiração e controlar, respirava fundo e soltava devagar, a quentura nas costas eu tentava foca-la em outras coisas, como ouvir uma música e prestar atenção na letra, ou ver um filme e prestar atenção na história. Eu apenas precisava tirar o foco dos meus sentimentos e me focar em outras coisas.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Amizades
Hoje quero falar sobre amizade.
Como havia falado, eu comecei a perder algumas amigas por conta dos meus sintomas. A Juliana, como tinha viajado comigo, ela já estava sabendo do que estava acontecendo comigo, então eu consiga apenas sair com ela, íamos no cinema, restaurantes, as vezes em alguns barzinhos. Eu gostava de sair com ela, pois como ela sabia o que eu tinha, eu podia contar com ela, então sempre que eu passava mal em algum lugar, ela me ajudava, muitas vezes já deixamos alguns lugares porque não me sentia bem. As vezes eu ia dormir na casa dela, pois confiava nos pais dela também, sempre tive os pais dela como se fossem os meus, uma família que sempre admirei e sempre gostei, não é a toa que hoje ainda somos amigas, apesar da distância, tenho eles no meu coração.
Durante meu estudo eu conheci a Aline, que eu falei no post anterior, quando a conheci achei ela muito linda pelo jeito de ser, sempre de bem com a vida, com muitos amigos ao redor, liberal, fumava (ainda fuma), linda, loira, magra..... Total o meu contrário, baixinha, gordinha, cabelos negros, "sem amigos", medrosa, fumava (parei)..... Mas acho que foi esse oposto que nos juntou.
Conheci a Aline uns 3 meses antes de ir viajar, quando voltei, ela continuou minha amiga, e confiava muito nela (ainda confio), conseguia sair apenas com ela, me lembro uma vez que ela me convidou pra ir num bar e eu não estava muito segura de ir, quando ela me disse que a mãe dela também iria, na hora eu disse ahhhhh meus pais também vão (rsrsrsrsrs). Fomos todos, foi legal, mas percebi ali mesmo, que não havia essa necessidade deu querer aquilo, percebi que o bar não fazia o tipo dos meus pais. Me senti um pouco incomodada por aquela situação. Mas me senti bem por ter meus pais comigo.
Eu conseguia dormir na casa da Aline, pois nos dávamos muito bem, ela ficava acordada até tarde, vendo filme, falando besteiras, dando risadas e muitas outras coisas legais que me deixavam me sentir bem, ela morava bem perto da minha antiga casa, já era uma segurança a mais, pois se eu me sentisse mal, meus pais poderiam ir me buscar rápido.
A amizade pra mim foi muito importante no momento em que tive as crises e que ainda tenho, sei que nem todos eram obrigados a aceitar o que eu tinha e nem a entender o porque disso. Mas sempre tive muita vergonha de contar o que se passava comigo, pois não sabia a reação das pessoas, tinha medo delas rirem da minha cara. Já não bastava os quilos a mais que ia ganhando por conta dos remédios e os sarros que fui obrigada a ouvir na escola, tinha medo de rirem também da minha doença. Mas percebi que quem realmente se importava comigo, ali estava, e entendi o que eu passava, não digo entender, por que nem eu sabia ao certo o que era, mas elas se preocupavam comigo.
Tenho uma amiga também que me ajudou muito, a Marina, ela ainda mora no prédio onde eu morava, quando eu tinha que ficar sozinha, eu chamava ela para ficar comigo, me distraia com ela, a gente ficava vendo filme, comendo pipoca, conversando e falando muitas besteiras. Me sentia bem com ela, minha mãe sempre foi muito amiga da mãe dela, elas conversavam bastante e minha mãe chegou a comentar com ela o que estava acontecendo comigo, então, já era uma pessoa a mais que eu podia confiar caso acontecesse algo. Depois de um tempo, a Mari foi diagnosticada também com a Síndrome do Pânico, e quando ela precisou eu estava lá, dando ajuda, dando um ombro amiga.
São essas 3 amigas que desde o inicio da minha doença que eu tenho o maior carinho e o maior respeito, hoje depois de quase 15 anos, elas continuam minhas verdadeiras amigas. Acho que amizade se define a isso, ter pessoas boas ao seu lado, ajudando, respeitando, entendendo e sempre fazendo uma troca, pois eu me sinto na obrigação de um dia quando elas precisarem, eu ser a primeira pessoa a estender minhas mãos.
Claro que algumas pessoas passaram na minha vida, colegas, me fizeram rir e chorar. Isso foi importante pra mim. Pois aprendi muito. Hoje aprendi a separar muito as amizades de colegas, por isso que isso me ajudou muito.
Como havia falado, eu comecei a perder algumas amigas por conta dos meus sintomas. A Juliana, como tinha viajado comigo, ela já estava sabendo do que estava acontecendo comigo, então eu consiga apenas sair com ela, íamos no cinema, restaurantes, as vezes em alguns barzinhos. Eu gostava de sair com ela, pois como ela sabia o que eu tinha, eu podia contar com ela, então sempre que eu passava mal em algum lugar, ela me ajudava, muitas vezes já deixamos alguns lugares porque não me sentia bem. As vezes eu ia dormir na casa dela, pois confiava nos pais dela também, sempre tive os pais dela como se fossem os meus, uma família que sempre admirei e sempre gostei, não é a toa que hoje ainda somos amigas, apesar da distância, tenho eles no meu coração.
Durante meu estudo eu conheci a Aline, que eu falei no post anterior, quando a conheci achei ela muito linda pelo jeito de ser, sempre de bem com a vida, com muitos amigos ao redor, liberal, fumava (ainda fuma), linda, loira, magra..... Total o meu contrário, baixinha, gordinha, cabelos negros, "sem amigos", medrosa, fumava (parei)..... Mas acho que foi esse oposto que nos juntou.
Conheci a Aline uns 3 meses antes de ir viajar, quando voltei, ela continuou minha amiga, e confiava muito nela (ainda confio), conseguia sair apenas com ela, me lembro uma vez que ela me convidou pra ir num bar e eu não estava muito segura de ir, quando ela me disse que a mãe dela também iria, na hora eu disse ahhhhh meus pais também vão (rsrsrsrsrs). Fomos todos, foi legal, mas percebi ali mesmo, que não havia essa necessidade deu querer aquilo, percebi que o bar não fazia o tipo dos meus pais. Me senti um pouco incomodada por aquela situação. Mas me senti bem por ter meus pais comigo.
Eu conseguia dormir na casa da Aline, pois nos dávamos muito bem, ela ficava acordada até tarde, vendo filme, falando besteiras, dando risadas e muitas outras coisas legais que me deixavam me sentir bem, ela morava bem perto da minha antiga casa, já era uma segurança a mais, pois se eu me sentisse mal, meus pais poderiam ir me buscar rápido.
A amizade pra mim foi muito importante no momento em que tive as crises e que ainda tenho, sei que nem todos eram obrigados a aceitar o que eu tinha e nem a entender o porque disso. Mas sempre tive muita vergonha de contar o que se passava comigo, pois não sabia a reação das pessoas, tinha medo delas rirem da minha cara. Já não bastava os quilos a mais que ia ganhando por conta dos remédios e os sarros que fui obrigada a ouvir na escola, tinha medo de rirem também da minha doença. Mas percebi que quem realmente se importava comigo, ali estava, e entendi o que eu passava, não digo entender, por que nem eu sabia ao certo o que era, mas elas se preocupavam comigo.
Tenho uma amiga também que me ajudou muito, a Marina, ela ainda mora no prédio onde eu morava, quando eu tinha que ficar sozinha, eu chamava ela para ficar comigo, me distraia com ela, a gente ficava vendo filme, comendo pipoca, conversando e falando muitas besteiras. Me sentia bem com ela, minha mãe sempre foi muito amiga da mãe dela, elas conversavam bastante e minha mãe chegou a comentar com ela o que estava acontecendo comigo, então, já era uma pessoa a mais que eu podia confiar caso acontecesse algo. Depois de um tempo, a Mari foi diagnosticada também com a Síndrome do Pânico, e quando ela precisou eu estava lá, dando ajuda, dando um ombro amiga.
São essas 3 amigas que desde o inicio da minha doença que eu tenho o maior carinho e o maior respeito, hoje depois de quase 15 anos, elas continuam minhas verdadeiras amigas. Acho que amizade se define a isso, ter pessoas boas ao seu lado, ajudando, respeitando, entendendo e sempre fazendo uma troca, pois eu me sinto na obrigação de um dia quando elas precisarem, eu ser a primeira pessoa a estender minhas mãos.
Claro que algumas pessoas passaram na minha vida, colegas, me fizeram rir e chorar. Isso foi importante pra mim. Pois aprendi muito. Hoje aprendi a separar muito as amizades de colegas, por isso que isso me ajudou muito.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
PRECISO SAIR DAQUI E RESPIRAR AR PURO, QUERO UM LUGAR ABERTO!!!!
Fui tudo muito rápido quando comecei a sentir os sintomas. Eu não via a hora de voltar para casa e sentir o abraço da minha mãe. Não sei porque a minha MÃE, mas eu sentia muita falta dela. Os dias então se passaram e o dia da volta chegou, no aeroporto de Miami comecei a ficar nervosa porque não queria entrar no avião e sentir aquela mesma sensação que senti na ida. Então eu tomei 3 comprimidos de Dramin, na época era o único que me apagava. Entrei no avião e logo quis me sentar ao lado do Guia, não queria me sentar em outra poltrona que não fosse a do lado do Guia. Entramos e eu estava com muito medo, coloquei meu Mickey sobre meus pés, puxei a coberta e fiquei com muito sono, assim que o avião subiu eu capotei, o jantar foi servido e eu nem ví. Eu me lembro que acordei no meio da noite e olhei para o lado e a Juliana estava sentada na fileira ao lado e o banco do lado dela estava vazio, a janela dela estava aberta, eu olhei pra fora e vi um céu que eu nunca mais vou esquecer, um céu totalmente estrelado, eu acordei a Juliana e mostrei pra ela, e ela também ficou encantada, até hoje ela me agradece por ter acordada. Mas ai voltei a dormir, só acordei quando uma pessoa bem lá na frente abriu a janela e o raio de sol veio no meu rosto, forçando assim eu a acordar. Já estávamos no Brasil e íamos aterrissar. Maravilha, estava chegando e logo ia dar um abraço enorme na minha mãe.
Chegamos e logo fomos pegar as malas, queria sair correndo, mas me lembrei que meu pai havia me pedido uns Whiskys, como ainda não tinha 18 anos e queria ir logo, pedi para um cara comprar pra mim, ele já estava na fila no FreeShop e passou pra mim. Peguei as comprar e saí correndo, não via a hora de abraçar minha mãe. Saindo pela porta, fiquei desesperada procurando meus pais, foi ai que ví minha mãe de braços abertos, me esperando com sorriso no rosto, larguei o carrinho com minhas malas e corri até ela..... ahhhhhhh que abraço mais gostoso, que falta eu estava sentindo, chorei tanto que não sabia explicar tamanho era meu choro. Minha mãe me perguntava se eu estava bem e porque estava chorando, e eu só queria abraça-la.
Os amigos foram saindo e todos foram se despedindo.
Pronto a viagem tinha acabado, mas mal sabia que a partir dali eu iria começar a enfrentar algo que eu já mais esperava.
Bem, pegamos o carro e fomos para casa, no carro contei poucas coisas sobre a viagem, estava com muito sono ainda, não via a hora de chegar em casa e dormir na minha cama. Cheguei em casa, tirei a roupa, coloquei uma roupa bem confortável e fui dormir, acho que dormi um dia inteiro de tanto sono que tinha. Quando acordei, minha mãe tinha feito feijão com arroz e bife frito uhuuuuuuuuu comida Brasileira!!!! Que demais.
Bom, os dias foram se passando, e eu comecei a perceber que certas atitudes minhas estavam se alterando, eu ia pra escola e no meio da aula sentia um vazio, uma vontade enorme de voltar pra casa, ficar deitada na cama, ficar com minha mãe. Alguns sintomas começaram a aparecer como, uma quentura nas costas, ela começa bem no meio das costas e vai tomando conta dos ombro e braços, meu peito pedi pra que eu cruze os braços, como se estivesse o protegendo, e meu cérebro me manda um comando de medo, que precisa sair dali a qualquer custo. Tinha vergonha de falar isso para a professora, então dizia que queria ir ao banheiro e descia para a Diretora e pedia para ligar para minha mãe. Minha mãe vinha me buscar na escola sem entender nada.
Chegava em casa e começava a chorar, não sabia o porque, mas queria chorar e ficar abraçada a minha mãe, deitada na minha cama. Mas comecei a perceber que aquele medo estava tomando muito conta de mim e eu já não conseguia ficar mais sozinha em casa, ninguém podia sair de casa e me deixar só, eu tinha que ir com todos. Mas quando saia, me sentia mal, dor de cabeça, tontura, as quenturas nas costas, mãos frias, tremedeiras, e então pedia pra minha mãe ou para o meu pai que tínhamos que sair daquele local, pois não estava me sentindo bem.
Meus pais não entendiam nada e nem meus irmãos, chega a chorar e a pedir por favor, pois estava me sentindo muito mal. Muitas vezes quando saiamos para jantar, a comida ficava todinha no prato e saia do local com muito medo, as vezes o local estava muito cheio e eu não conseguia respirar, não via entrada e nem saída de ar, e me perguntava!!! COMO POSSO RESPIRAR AQUI??? PRECISO SAIR DAQUI E RESPIRAR AR PURO, QUERO UM LUGAR ABERTO!!!!
Foi ai que minha mãe começou realmente a reparar que algo bem estranho estava acontecendo comigo e que aquilo não era passageiro. Meus pais, então começaram a procurar profissionais que pudessem dar melhores explicações sobre o que estava acontecendo. Meu pai, na época trabalhava muito, acordava cedo, já ia para o Banco e só voltava as 7h da noite, então tudo fica para minha mãe.
Continuei a estudar, Graças a Deus, eu consegui ir a escola e terminar meus estudos. Mas assim que chegava em casa e se minha mãe precisasse sair, eu ia junto. Não fica em casa sozinha de modo algum. Comecei então a frequentar os lugares que minha mãe ia, supermercado, padaria, farmácia, lojas, médicos, mecânicos e outros lugares. Era impossível deu ficar 5 minutos em casa sozinha. Não podia pensar nessa hipótese. Até quando saia com minha mãe, eu sentia os sintomas e não me sentia bem.
Eu comecei a perder as minhas amizades, pois não conseguia mais sair com minhas amigas, eu sempre chamava elas para ir em casa, claro com minha mãe em casa. Mas quando era para ir na casa de alguma delas eu não ia. Muitas chegaram a se questionar do porque desse meu comportamento, e eu tinha vergonha de falar. Um dia estávamos no meu prédio, com 5 amigas, brincando e dando muitas risadas, quando eu resolvi subir para beber água, e ouvi uma das meninas comentando, PORQUE A ANA PAULA ESTÁ ASSIM? ELA NÃO SAI MAIS COM A GENTE, E A GENTE SEMPRE PRECISA VIR AQUI.
Uma amiga minha chamada Aline, que é minha amiga até hoje, respondeu, AH SEI LÁ, ELA DEVE ESTAR COM ALGUMA COISA, MAS JÁ JÁ ELA MELHORA.
Fiquei mal ao ouvir isso, subi e chorei muito, não queria mais descer, e comecei a repara que as amizades, começaram a se distanciar.
Chegamos e logo fomos pegar as malas, queria sair correndo, mas me lembrei que meu pai havia me pedido uns Whiskys, como ainda não tinha 18 anos e queria ir logo, pedi para um cara comprar pra mim, ele já estava na fila no FreeShop e passou pra mim. Peguei as comprar e saí correndo, não via a hora de abraçar minha mãe. Saindo pela porta, fiquei desesperada procurando meus pais, foi ai que ví minha mãe de braços abertos, me esperando com sorriso no rosto, larguei o carrinho com minhas malas e corri até ela..... ahhhhhhh que abraço mais gostoso, que falta eu estava sentindo, chorei tanto que não sabia explicar tamanho era meu choro. Minha mãe me perguntava se eu estava bem e porque estava chorando, e eu só queria abraça-la.
Os amigos foram saindo e todos foram se despedindo.
Pronto a viagem tinha acabado, mas mal sabia que a partir dali eu iria começar a enfrentar algo que eu já mais esperava.
Bem, pegamos o carro e fomos para casa, no carro contei poucas coisas sobre a viagem, estava com muito sono ainda, não via a hora de chegar em casa e dormir na minha cama. Cheguei em casa, tirei a roupa, coloquei uma roupa bem confortável e fui dormir, acho que dormi um dia inteiro de tanto sono que tinha. Quando acordei, minha mãe tinha feito feijão com arroz e bife frito uhuuuuuuuuu comida Brasileira!!!! Que demais.
Bom, os dias foram se passando, e eu comecei a perceber que certas atitudes minhas estavam se alterando, eu ia pra escola e no meio da aula sentia um vazio, uma vontade enorme de voltar pra casa, ficar deitada na cama, ficar com minha mãe. Alguns sintomas começaram a aparecer como, uma quentura nas costas, ela começa bem no meio das costas e vai tomando conta dos ombro e braços, meu peito pedi pra que eu cruze os braços, como se estivesse o protegendo, e meu cérebro me manda um comando de medo, que precisa sair dali a qualquer custo. Tinha vergonha de falar isso para a professora, então dizia que queria ir ao banheiro e descia para a Diretora e pedia para ligar para minha mãe. Minha mãe vinha me buscar na escola sem entender nada.
Chegava em casa e começava a chorar, não sabia o porque, mas queria chorar e ficar abraçada a minha mãe, deitada na minha cama. Mas comecei a perceber que aquele medo estava tomando muito conta de mim e eu já não conseguia ficar mais sozinha em casa, ninguém podia sair de casa e me deixar só, eu tinha que ir com todos. Mas quando saia, me sentia mal, dor de cabeça, tontura, as quenturas nas costas, mãos frias, tremedeiras, e então pedia pra minha mãe ou para o meu pai que tínhamos que sair daquele local, pois não estava me sentindo bem.
Meus pais não entendiam nada e nem meus irmãos, chega a chorar e a pedir por favor, pois estava me sentindo muito mal. Muitas vezes quando saiamos para jantar, a comida ficava todinha no prato e saia do local com muito medo, as vezes o local estava muito cheio e eu não conseguia respirar, não via entrada e nem saída de ar, e me perguntava!!! COMO POSSO RESPIRAR AQUI??? PRECISO SAIR DAQUI E RESPIRAR AR PURO, QUERO UM LUGAR ABERTO!!!!
Foi ai que minha mãe começou realmente a reparar que algo bem estranho estava acontecendo comigo e que aquilo não era passageiro. Meus pais, então começaram a procurar profissionais que pudessem dar melhores explicações sobre o que estava acontecendo. Meu pai, na época trabalhava muito, acordava cedo, já ia para o Banco e só voltava as 7h da noite, então tudo fica para minha mãe.
Continuei a estudar, Graças a Deus, eu consegui ir a escola e terminar meus estudos. Mas assim que chegava em casa e se minha mãe precisasse sair, eu ia junto. Não fica em casa sozinha de modo algum. Comecei então a frequentar os lugares que minha mãe ia, supermercado, padaria, farmácia, lojas, médicos, mecânicos e outros lugares. Era impossível deu ficar 5 minutos em casa sozinha. Não podia pensar nessa hipótese. Até quando saia com minha mãe, eu sentia os sintomas e não me sentia bem.
Eu comecei a perder as minhas amizades, pois não conseguia mais sair com minhas amigas, eu sempre chamava elas para ir em casa, claro com minha mãe em casa. Mas quando era para ir na casa de alguma delas eu não ia. Muitas chegaram a se questionar do porque desse meu comportamento, e eu tinha vergonha de falar. Um dia estávamos no meu prédio, com 5 amigas, brincando e dando muitas risadas, quando eu resolvi subir para beber água, e ouvi uma das meninas comentando, PORQUE A ANA PAULA ESTÁ ASSIM? ELA NÃO SAI MAIS COM A GENTE, E A GENTE SEMPRE PRECISA VIR AQUI.
Uma amiga minha chamada Aline, que é minha amiga até hoje, respondeu, AH SEI LÁ, ELA DEVE ESTAR COM ALGUMA COISA, MAS JÁ JÁ ELA MELHORA.
Fiquei mal ao ouvir isso, subi e chorei muito, não queria mais descer, e comecei a repara que as amizades, começaram a se distanciar.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
A descoberta
Quando o avião subiu, comecei a sentir uma pressão muito forte na minha cabeça, uma dor tamanha que não tinha fim. Minhas mãos começaram a tremer, minha boca ficou seca e logo veio um enjoo. Você deve estar se perguntando, mas você nunca havia feito nenhuma viagem de avião? - SIM, já havia feito 2 viagens com meus pais e até então, tudo OK.
Assim que foi avisado que era para soltar os cintos, eu chamei a "aeromoça" naquela época, elas eram chamadas assim, disse a ela que não estava me sentindo muito bem, que estava enjoada, a mesma me trouxe um água tônica com limão e me pediu para cheirar o limão, fiquei ali sentada tomando a água e cheirando o limão, naquele momento, comecei a sentir um medo, um medo que nunca havia sentido. Uma sensação estranha, como se estivesse flutuando.
Olhei ao meu redor e vi quase todos em pé, conversando, dando risadas e se divertindo, jogando baralho, vendo filme e alguns até mesmo já dormindo.
Bem, naquele momento, tentei me acalmar e me levantar, andar um pouco e conversar com as pessoas, me levantei e me senti mais enjoada, fui até a minha guia e conversei com ela, dizendo o que estava acontecendo comigo. Ela então me pediu para se sentar ao lado dela.
Em momento algum, havia me passado pela cabeça, em querer voltar, ou pedir isso a guia. Fiquei ao lado dela e fui me acalmando, até o momento que consegui me levantar e ir conversar com meus amigos, os dois meninos que a Juliana havia me apresentado estavam sentados na classe executiva, poltronas maiores, mais comodidade, fui até lá e comecei a me sentir bem (hummmm porque será? rsrsrsr)
Comentei isso com a guia e com a aeromoça, então elas conseguiram um assento pra mim ali na classe executiva, me mudei, estava bem ao lado da guia, coisa de 2 poltrona a frente, peguei um cobertor, me estiquei e comecei a dormir, acho que dormi quase umas 3 horas.
Quando acordei, me levantei e fui conversar com o pessoal, onde comecei a conhecer quem estaria no meu grupo. O pessoal era muito legal, comecei a dar risadas e a conversar com todos, foi ai que começamos a jogar baralho e a distração foi passando.
O almoço foi servido e o filme começou " O Mascara, do Jim Carrey", não consegui assistir direito, pois aquela aflição estava voltando. Quis voltar a ficar ao lado da guia, fui até lá e a guia me disse que era pra eu sentar no meu lugar que em 2 horas estaríamos chegando. Voltei ao meu lugar, peguei o cobertor e fiquei sentada. Depois de 8 horas, chegamos.
Todos empolgados, pegando suas malas, falando de mais, querendo descer logo do avião e finalmente conhecer a Disney. O mundo encantado.
Descemos todos do avião, senti um calor enorme quando desci, ainda tinha sol, respirei bem fundo e senti que naquele momento, estava sozinha em um país totalmente estranho, com 1 mil dólares no bolso, longe dos meus pais e só voltaria em 15 dias!!!!
E agora?
Entramos e um ônibus e fomos direto para a parte interna do aeroporto, passando assim pela imigração. Tudo OK, podemos entrar no país. Agora sim minha viagem estaria começando. Todos em direção ao ônibus, junto com os guias e com o grupo.
Fomos direto para o Hotel, e no ônibus as bagunças já começaram, um tirando com a cara do outro, um se apresentando para o outro e assim por diante. Chegamos no Hotel. UUUUOOOLLLLL que hotel. Showwwww, estava me sentindo realmente nos Estados Unidos. Tudo estava ok, até o maleiro levar nossas malas para o quarto, chegando no quarto começamos a arrumar as coisas e o maleiro do lado de fora do quarto, não tínhamos entendi nada, até termos a ideia que ele estava esperando a gorjeta. Tudo novo para gente. Alias tudo ali era novo para nos 4, pois nunca havíamos saído do Brasil. Até então, eu estava bem, me sentia bem, pois estava achando tudo muito legal.
Os dias foram se passando e os sintomas em mim começaram a aparecer, um dia não me sentia bem, cansada, com vontade de voltar para o hotel e ficar deitada, outro dia com dor na barriga e querer ficar sentada, sem querer andar no parque. Até que um dia, fui para o hotel mais cedo, onde a Guia chamou os médicos e pediu para me levarem ao hotel. Chegando no quarto, me deitei e comecei a me sentir bem, porem com muita saudades dos meus pais, o médico me examinou, eu estava bem, pressão ok, sem febre e sem dores. Foi quando ai, um dos médicos ligou para os meus pais, aqui no Brasil, conversaram pelo telefone, não prestei muita atenção, mas quando o médico me passou o telefone eu comecei a chorar, era minha mãe, chorava de saudades, como se não havia a mais de 5 anos. Conversamos por um bom tempo no telefone, e assim que desligamos eu dormi.
Depois desse dia, comecei a sentir todos os outros dias essa sensação de "abandono dos meus pais". PERA Í ANA PAULA, COMO ASSIM?!?! VOCÊ DEVE ESTAR SE PERGUNTANDO. Essa era a minha sensação durante o resto da viagem. MAS ANA PAULA VOCÊ ESTAVA NA DISNEY E VOCÊ NÃO APROVEITOU? Sim, eu aproveitei, mas comecei a reparar que não era mais uma diversão "sem censura", eu comecei a ficar mais ao lado da guia, e não ia nos brinquedos mais radicais, comecei a então sentir medo de me perder da guia e ficar sozinha, foi ai que tudo realmente começou.
Assim que foi avisado que era para soltar os cintos, eu chamei a "aeromoça" naquela época, elas eram chamadas assim, disse a ela que não estava me sentindo muito bem, que estava enjoada, a mesma me trouxe um água tônica com limão e me pediu para cheirar o limão, fiquei ali sentada tomando a água e cheirando o limão, naquele momento, comecei a sentir um medo, um medo que nunca havia sentido. Uma sensação estranha, como se estivesse flutuando.
Olhei ao meu redor e vi quase todos em pé, conversando, dando risadas e se divertindo, jogando baralho, vendo filme e alguns até mesmo já dormindo.
Bem, naquele momento, tentei me acalmar e me levantar, andar um pouco e conversar com as pessoas, me levantei e me senti mais enjoada, fui até a minha guia e conversei com ela, dizendo o que estava acontecendo comigo. Ela então me pediu para se sentar ao lado dela.
Em momento algum, havia me passado pela cabeça, em querer voltar, ou pedir isso a guia. Fiquei ao lado dela e fui me acalmando, até o momento que consegui me levantar e ir conversar com meus amigos, os dois meninos que a Juliana havia me apresentado estavam sentados na classe executiva, poltronas maiores, mais comodidade, fui até lá e comecei a me sentir bem (hummmm porque será? rsrsrsr)
Comentei isso com a guia e com a aeromoça, então elas conseguiram um assento pra mim ali na classe executiva, me mudei, estava bem ao lado da guia, coisa de 2 poltrona a frente, peguei um cobertor, me estiquei e comecei a dormir, acho que dormi quase umas 3 horas.
Quando acordei, me levantei e fui conversar com o pessoal, onde comecei a conhecer quem estaria no meu grupo. O pessoal era muito legal, comecei a dar risadas e a conversar com todos, foi ai que começamos a jogar baralho e a distração foi passando.
O almoço foi servido e o filme começou " O Mascara, do Jim Carrey", não consegui assistir direito, pois aquela aflição estava voltando. Quis voltar a ficar ao lado da guia, fui até lá e a guia me disse que era pra eu sentar no meu lugar que em 2 horas estaríamos chegando. Voltei ao meu lugar, peguei o cobertor e fiquei sentada. Depois de 8 horas, chegamos.
Todos empolgados, pegando suas malas, falando de mais, querendo descer logo do avião e finalmente conhecer a Disney. O mundo encantado.
Descemos todos do avião, senti um calor enorme quando desci, ainda tinha sol, respirei bem fundo e senti que naquele momento, estava sozinha em um país totalmente estranho, com 1 mil dólares no bolso, longe dos meus pais e só voltaria em 15 dias!!!!
E agora?
Entramos e um ônibus e fomos direto para a parte interna do aeroporto, passando assim pela imigração. Tudo OK, podemos entrar no país. Agora sim minha viagem estaria começando. Todos em direção ao ônibus, junto com os guias e com o grupo.
Fomos direto para o Hotel, e no ônibus as bagunças já começaram, um tirando com a cara do outro, um se apresentando para o outro e assim por diante. Chegamos no Hotel. UUUUOOOLLLLL que hotel. Showwwww, estava me sentindo realmente nos Estados Unidos. Tudo estava ok, até o maleiro levar nossas malas para o quarto, chegando no quarto começamos a arrumar as coisas e o maleiro do lado de fora do quarto, não tínhamos entendi nada, até termos a ideia que ele estava esperando a gorjeta. Tudo novo para gente. Alias tudo ali era novo para nos 4, pois nunca havíamos saído do Brasil. Até então, eu estava bem, me sentia bem, pois estava achando tudo muito legal.
Os dias foram se passando e os sintomas em mim começaram a aparecer, um dia não me sentia bem, cansada, com vontade de voltar para o hotel e ficar deitada, outro dia com dor na barriga e querer ficar sentada, sem querer andar no parque. Até que um dia, fui para o hotel mais cedo, onde a Guia chamou os médicos e pediu para me levarem ao hotel. Chegando no quarto, me deitei e comecei a me sentir bem, porem com muita saudades dos meus pais, o médico me examinou, eu estava bem, pressão ok, sem febre e sem dores. Foi quando ai, um dos médicos ligou para os meus pais, aqui no Brasil, conversaram pelo telefone, não prestei muita atenção, mas quando o médico me passou o telefone eu comecei a chorar, era minha mãe, chorava de saudades, como se não havia a mais de 5 anos. Conversamos por um bom tempo no telefone, e assim que desligamos eu dormi.
Depois desse dia, comecei a sentir todos os outros dias essa sensação de "abandono dos meus pais". PERA Í ANA PAULA, COMO ASSIM?!?! VOCÊ DEVE ESTAR SE PERGUNTANDO. Essa era a minha sensação durante o resto da viagem. MAS ANA PAULA VOCÊ ESTAVA NA DISNEY E VOCÊ NÃO APROVEITOU? Sim, eu aproveitei, mas comecei a reparar que não era mais uma diversão "sem censura", eu comecei a ficar mais ao lado da guia, e não ia nos brinquedos mais radicais, comecei a então sentir medo de me perder da guia e ficar sozinha, foi ai que tudo realmente começou.
O que é a Síndrome do Pânico.
Antes de continuar, hoje vou escrever um pouco do que é a Síndrome do Pânico, assim vocês vão entender melhor a minha história a partir dessa explicação.
Essa é uma explicação do site do Dr. Dráuzio. Um conversa entre ele e o Márcio Bernik que é médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.
Caso alguém queria ler mais a respeito, segue o link:
http://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/sindrome-do-panico/
A síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante.
Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor ideia de quando elas ocorrerão novamente, se dali a cinco minutos, cinco dias ou cinco meses. Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida.
Os sintomas que o transtorno do pânico provoca são semelhantes ao da ansiedade normal, apenas mais intensos, ou são diferentes?
Os sintomas são relativamente similares. As sensações físicas da ansiedade são uma reação normal, por exemplo, caso a pessoa tenha fobia de lagartixa ou de falar em público e se veja diante de uma dessas situações. O que caracteriza o pânico é a forma abrupta e inesperada que os sintomas aparecem e o fato de a crise atingir o ápice em dez minutos. Na verdade, bastam 30 segundos para o paciente, que estava se sentindo bem, ser tomado inexplicavelmente por sintomas que, de certa forma, todos conhecemos: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Aliás, a sala de espera dos prontos-socorros é um dos lugares onde o médico mais se depara com transtornos de pânico.
Nessa hora a sensação é terrível. Muitos acham que realmente vão morrer, não é?
No episódio de pânico, a sensação de morte iminente provocada por um problema cardíaco tem duas explicações: a rapidez e a forma inesperada com que a crise acontece. A ansiedade normal tende a ocorrer em ondas, não em picos intensos. Mesmo o pânico que as pessoas sentem numa montanha-russa extremamente radical pode ser até agradável se estiver dentro de um contexto compreensível. Entretanto, a reação será muito diferente, se ele vier do out of the blue, como dizem os americanos, ou do azul do céu, como dizemos nós.
Qual a participação do sistema nervoso central na crise do pânico?
Nada é puramente psicológico, porque os fenômenos psicológicos passam pelo cérebro. As estruturas que deflagram o pânico num indivíduo são as mesmas que existem em todos nós para desencadear uma reação de fuga e luta numa situação de emergência.
Ao longo da evolução da espécie humana, o cérebro humano desenvolveu sistemas fundamentais para responder a perigos próximos ou distantes que levem à destruição imediata do organismo. O pânico resulta da hiperatividade desse sistema cerebral, que foi desenhado para produzir respostas imediatas ao perigo iminente.
Como você orienta o tratamento de uma pessoa que diz ter crises de pânico em determinadas situações?
O pânico pode indicar um problema primário próprio do transtorno de pânico ou ser a manifestação secundária do uso exagerado de medicamentos que podem provocar crises de pânico em pessoas propensas, como os corticoides e a maioria das anfetaminas, no Brasil, largamente usados por mulheres jovens que querem emagrecer. É preciso pesquisar também o uso de psico-estimulantes, como a cocaína e o ecstasy, uma anfetamina halogenada de ação serotonérgica extremamente rápida. Portanto, é fundamental verificar se o quadro de pânico é secundário a outras patologias. O hipertireoidismo, por exemplo, pode provocar sintomas muito parecidos com os das crises de pânico.
Uma vez afastadas essas possibilidades, é relativamente simples firmar o diagnóstico clínico do transtorno de pânico. Os sintomas são muito claros. Deve-se, ainda, tentar fazer uma análise funcional para estabelecer as limitações que a doença acarretou a fim de estimular uma melhora na qualidade de vida do paciente.
Essa é uma explicação do site do Dr. Dráuzio. Um conversa entre ele e o Márcio Bernik que é médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.
Caso alguém queria ler mais a respeito, segue o link:
http://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/sindrome-do-panico/
A síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante.
Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor ideia de quando elas ocorrerão novamente, se dali a cinco minutos, cinco dias ou cinco meses. Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida.
Os sintomas que o transtorno do pânico provoca são semelhantes ao da ansiedade normal, apenas mais intensos, ou são diferentes?
Os sintomas são relativamente similares. As sensações físicas da ansiedade são uma reação normal, por exemplo, caso a pessoa tenha fobia de lagartixa ou de falar em público e se veja diante de uma dessas situações. O que caracteriza o pânico é a forma abrupta e inesperada que os sintomas aparecem e o fato de a crise atingir o ápice em dez minutos. Na verdade, bastam 30 segundos para o paciente, que estava se sentindo bem, ser tomado inexplicavelmente por sintomas que, de certa forma, todos conhecemos: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Aliás, a sala de espera dos prontos-socorros é um dos lugares onde o médico mais se depara com transtornos de pânico.
Nessa hora a sensação é terrível. Muitos acham que realmente vão morrer, não é?
No episódio de pânico, a sensação de morte iminente provocada por um problema cardíaco tem duas explicações: a rapidez e a forma inesperada com que a crise acontece. A ansiedade normal tende a ocorrer em ondas, não em picos intensos. Mesmo o pânico que as pessoas sentem numa montanha-russa extremamente radical pode ser até agradável se estiver dentro de um contexto compreensível. Entretanto, a reação será muito diferente, se ele vier do out of the blue, como dizem os americanos, ou do azul do céu, como dizemos nós.
Qual a participação do sistema nervoso central na crise do pânico?
Nada é puramente psicológico, porque os fenômenos psicológicos passam pelo cérebro. As estruturas que deflagram o pânico num indivíduo são as mesmas que existem em todos nós para desencadear uma reação de fuga e luta numa situação de emergência.
Ao longo da evolução da espécie humana, o cérebro humano desenvolveu sistemas fundamentais para responder a perigos próximos ou distantes que levem à destruição imediata do organismo. O pânico resulta da hiperatividade desse sistema cerebral, que foi desenhado para produzir respostas imediatas ao perigo iminente.
Como você orienta o tratamento de uma pessoa que diz ter crises de pânico em determinadas situações?
O pânico pode indicar um problema primário próprio do transtorno de pânico ou ser a manifestação secundária do uso exagerado de medicamentos que podem provocar crises de pânico em pessoas propensas, como os corticoides e a maioria das anfetaminas, no Brasil, largamente usados por mulheres jovens que querem emagrecer. É preciso pesquisar também o uso de psico-estimulantes, como a cocaína e o ecstasy, uma anfetamina halogenada de ação serotonérgica extremamente rápida. Portanto, é fundamental verificar se o quadro de pânico é secundário a outras patologias. O hipertireoidismo, por exemplo, pode provocar sintomas muito parecidos com os das crises de pânico.
Uma vez afastadas essas possibilidades, é relativamente simples firmar o diagnóstico clínico do transtorno de pânico. Os sintomas são muito claros. Deve-se, ainda, tentar fazer uma análise funcional para estabelecer as limitações que a doença acarretou a fim de estimular uma melhora na qualidade de vida do paciente.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
QUANDO TUDO COMEÇOU.
Resolvi começar a escrever sobre minha síndrome do pânico, depois de quase 15 anos tentando curar essa doença.
Tudo começou, em Julho de 1998, quando fui fazer minha primeira viagem sozinha para fora do Brasil. Orlando, esse era o destino, viagem de 15 anos. Mas antes vou contar como cheguei a essa viagem.
Tenho uma irmã, que hoje tem 34 anos e quando ela fez 15 anos meu pai gostaria muito de ter dado a ela uma viagem para a Disney, mas na época era muito caro, e então fizeram uma linda festa de 15 anos, muito clássica, típica mesmo, com 15 debutantes, cadetes, vestidos, comidas, bebidas, festa no club..... nossa foi uma noite sem explicações.
Muito bem, os anos se passaram e chegou minha vez, pra variar, não queria nada dessas coisas, queria ir viajar, na época, estudava em um colégio no próprio bairro onde morava, em Perdizes, e lá, reencontrei uma amiga, que morava no mesmo prédio que eu, a Juliana F.
Conversa vai, conversa vem..... e chegamos a uma conversa sobre viajar para Disney, e eu disse pra ela que eu iria de aniversário de 15 anos, e ela me disse que também iria. Conversamos com nossos pais, que já eram amigos e resolveram ir atrás dessa viagem. Foi ai, que a Juliana, me disse que outras duas amigas dela também iriam com a gente, a Marcela e a Mariana, duas irmãs.
Legal, 4 meninas no mesmo quarto, maravilha.
Durante alguns meses, antes da viagem, comecei a sentir um frio na barriga, até então pra mim era normal, nem se usava a palavra ANSIOSA, pra mim era um frio na barriga. Haviam reuniões da Agência onde meus pais fecharam a viagem, e nessas reuniões a gente ia conhecendo os guias, as pessoas e até lições de MORAIS que teríamos que ter assim que chegássemos na Disney. Ok né?!?!
1 semana antes da viagem toda minha documentação, camiseta, mochila, boné e identificação estavam na minha casa. A hora estava chegando, e aquele frio na barriga aumentava. Naquela mesma semana comecei a arrumar as malas, claro que minha mãe me ajudou e muito, porque eu não tinha noção do era fazer uma viagem de 15 dias para fora do Brasil.
Dia 7 de Julho de 1998, chegou o dia. Dia de acordar cedo, tomar café na padaria com os pais e ir para o aeroporto. Chegando lá, aquele frio na barriga era maior ainda. Me encontro com Juliana, Marcela e Mariana, todas coma camiseta do Brasil, era copa, e naquele dia o Brasil iria jogar. Bom, ficamos na fila para fazer o Check In, horas e horas, eram muitas pessoas, o voo da TAM estava fretado para o "pequeno" grupo da Stella Barros que iria embarcar rumo a Disney. Na fila, a Juliana me apresentou mais dois amigos, que também iriam com a gente, mas nem me lembro mais do nomes dos meninos, mas me lembro que ali, na fila do Check in, já fui apresentada ao famoso jogo de baralho chamado TRUCO.
Bom, algumas horas depois de tudo feito, a despedida, abraços, beijos, algumas ultimas dicas e puxões de orelhas, aquela conferida nos documentos e dinheiro e pronto, hora de entrar em um lugar onde meus pais não estariam mais comigo, aquela hora foi o momento do desligamento, entre eu e meus pais, estava prestes a ter meus 15 dias de aprendizado de viver sozinha e me divertir.
Naquele momento, foi uma coisa muito boa pra mim, estava com meu passaporte em mãos e minha passagem também, alguns dólares no bolso e a companhia de algumas amigas, tudo perfeito. Empolgação a mil aquela hora. Hora da chegada de entrar no avião, UUUUUUOOOOOLLLLLL que avião GRANDE, nunca havia entrada em um assim, loucura, só molecada, procurando seus assentos e colocando as malas no bagageiro superior e apertando um monte de botão, querendo ir no banheiro para ver como era, fone de ouvido, que naquela época era CHIC ter em aviões, a tela para o filme, nossa parecia um MUNDO ENCANTADO.
Minha viagem começava ai. Quando todos se sentaram, a porta se fechou e o avião começou a andar. Assim que o avião subiu, fui apresentada a SINDROME DO PÂNICO.
Tudo começou, em Julho de 1998, quando fui fazer minha primeira viagem sozinha para fora do Brasil. Orlando, esse era o destino, viagem de 15 anos. Mas antes vou contar como cheguei a essa viagem.
Tenho uma irmã, que hoje tem 34 anos e quando ela fez 15 anos meu pai gostaria muito de ter dado a ela uma viagem para a Disney, mas na época era muito caro, e então fizeram uma linda festa de 15 anos, muito clássica, típica mesmo, com 15 debutantes, cadetes, vestidos, comidas, bebidas, festa no club..... nossa foi uma noite sem explicações.
Muito bem, os anos se passaram e chegou minha vez, pra variar, não queria nada dessas coisas, queria ir viajar, na época, estudava em um colégio no próprio bairro onde morava, em Perdizes, e lá, reencontrei uma amiga, que morava no mesmo prédio que eu, a Juliana F.
Conversa vai, conversa vem..... e chegamos a uma conversa sobre viajar para Disney, e eu disse pra ela que eu iria de aniversário de 15 anos, e ela me disse que também iria. Conversamos com nossos pais, que já eram amigos e resolveram ir atrás dessa viagem. Foi ai, que a Juliana, me disse que outras duas amigas dela também iriam com a gente, a Marcela e a Mariana, duas irmãs.
Legal, 4 meninas no mesmo quarto, maravilha.
Durante alguns meses, antes da viagem, comecei a sentir um frio na barriga, até então pra mim era normal, nem se usava a palavra ANSIOSA, pra mim era um frio na barriga. Haviam reuniões da Agência onde meus pais fecharam a viagem, e nessas reuniões a gente ia conhecendo os guias, as pessoas e até lições de MORAIS que teríamos que ter assim que chegássemos na Disney. Ok né?!?!
1 semana antes da viagem toda minha documentação, camiseta, mochila, boné e identificação estavam na minha casa. A hora estava chegando, e aquele frio na barriga aumentava. Naquela mesma semana comecei a arrumar as malas, claro que minha mãe me ajudou e muito, porque eu não tinha noção do era fazer uma viagem de 15 dias para fora do Brasil.
Dia 7 de Julho de 1998, chegou o dia. Dia de acordar cedo, tomar café na padaria com os pais e ir para o aeroporto. Chegando lá, aquele frio na barriga era maior ainda. Me encontro com Juliana, Marcela e Mariana, todas coma camiseta do Brasil, era copa, e naquele dia o Brasil iria jogar. Bom, ficamos na fila para fazer o Check In, horas e horas, eram muitas pessoas, o voo da TAM estava fretado para o "pequeno" grupo da Stella Barros que iria embarcar rumo a Disney. Na fila, a Juliana me apresentou mais dois amigos, que também iriam com a gente, mas nem me lembro mais do nomes dos meninos, mas me lembro que ali, na fila do Check in, já fui apresentada ao famoso jogo de baralho chamado TRUCO.
Bom, algumas horas depois de tudo feito, a despedida, abraços, beijos, algumas ultimas dicas e puxões de orelhas, aquela conferida nos documentos e dinheiro e pronto, hora de entrar em um lugar onde meus pais não estariam mais comigo, aquela hora foi o momento do desligamento, entre eu e meus pais, estava prestes a ter meus 15 dias de aprendizado de viver sozinha e me divertir.
Naquele momento, foi uma coisa muito boa pra mim, estava com meu passaporte em mãos e minha passagem também, alguns dólares no bolso e a companhia de algumas amigas, tudo perfeito. Empolgação a mil aquela hora. Hora da chegada de entrar no avião, UUUUUUOOOOOLLLLLL que avião GRANDE, nunca havia entrada em um assim, loucura, só molecada, procurando seus assentos e colocando as malas no bagageiro superior e apertando um monte de botão, querendo ir no banheiro para ver como era, fone de ouvido, que naquela época era CHIC ter em aviões, a tela para o filme, nossa parecia um MUNDO ENCANTADO.
Minha viagem começava ai. Quando todos se sentaram, a porta se fechou e o avião começou a andar. Assim que o avião subiu, fui apresentada a SINDROME DO PÂNICO.
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